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Quantos Painéis

Os painéis, os inversores e os preços

Em resumo: a plataforma trabalha com painéis e inversores de verdade, de marcas presentes no mercado brasileiro, porque só assim consegue conferir se eles funcionam bem juntos. As marcas servem de base, para o cálculo ficar perto da realidade, e não são uma recomendação: num projeto profissional, as marcas provavelmente serão outras. E o preço não é o preço dessas marcas: é a média do mercado brasileiro para cada tamanho de sistema.

Por que usar modelos reais?

Porque cada painel e cada inversor tem limites de tensão e de corrente, e esses limites mudam de um modelo para outro. Um painel que funciona bem com um inversor pode ser recusado por outro. Para verificar isso, a plataforma precisa dos números exatos de cada modelo, e esses números estão na folha de dados que o fabricante publica.

Um painel "genérico" não tem folha de dados. Com ele, a plataforma não conseguiria fazer essa verificação.

Como escolhemos as marcas

Usamos quatro critérios. As marcas precisavam atender a todos:

  1. Estar entre as mais presentes no mercado brasileiro, segundo o estudo da Greener de março de 2026, uma pesquisa com milhares de empresas instaladoras do país:

    • Painéis: a Jinko Solar e a Trina Solar estão entre os dez fabricantes que mais venderam painéis para o Brasil em 2025, medido pelo volume importado. Em 2025, 115 fabricantes forneceram painéis ao país, e esses dez juntos responderam por cerca de 59% do volume. As duas também estão entre as três marcas de painel mais lembradas pelas empresas instaladoras (a Trina em 1º lugar e a Jinko em 3º).
    • Inversores: o estudo não mede quantos inversores de cada marca são vendidos, mas pergunta de quais marcas as empresas instaladoras se lembram. A Deye ficou em 2º lugar e a Growatt em 4º.
    • Um aviso do próprio estudo: a lista das marcas mais lembradas "não indica market share e nem preferência ou confiabilidade da marca". Ela mostra só quais marcas os instaladores citaram. Usamos esse dado para ficar perto do que o mercado usa, e não como sinal de qualidade.
  2. Ter folha de dados pública, com todos os limites de que a verificação elétrica precisa. Todos os números usados nessa verificação saíram dessas folhas.

  3. Estar no banco de dados do PVsyst, o programa profissional usado para conferir a plataforma. Assim, deu para montar no PVsyst exatamente o mesmo sistema e comparar os dois resultados (veja a página Quão preciso é o resultado?).
  4. Ter registro no Inmetro, no caso dos inversores. No Brasil, painéis e inversores fotovoltaicos precisam passar por avaliação de conformidade e ter registro no Inmetro (Portaria nº 140/2022). Os inversores indicados nos cinco casos de validação têm registro ativo, conferido na consulta pública do Inmetro.

Os painéis

Painel Potência Tamanho da célula Corrente
Jinko Solar Tiger Neo JKM600N-72HL4-V 600 Wp 182 mm menor
Trina Solar Vertex TSM-DE19 550 Wp 210 mm maior
Trina Solar Vertex TSM-DE21 670 Wp 210 mm maior

Qual painel a plataforma escolhe? Ela testa os três e fica com o de menor corrente entre os aprovados na verificação elétrica, porque ele deixa mais folga nos limites do inversor. Nos cinco casos de validação, o escolhido foi o Jinko de 600 Wp. Os painéis de célula de 210 mm têm corrente maior e foram recusados nos quatro casos menores, porque passavam do limite de corrente dos inversores dessa potência.

É por isso que você não escolhe o painel: um painel que a verificação elétrica recusa não deveria ser oferecido como opção.

Os inversores

Família Potências no catálogo Corrente de entrada
Growatt MIC 1,5; 2,0; 2,5 e 3,0 kW baixa
Growatt MIN 4,2; 5,0; 6,0; 7,0; 7,5; 8,0; 9,0 e 10 kW baixa
Deye SUN-G05 4,2; 5,0; 6,0; 7,0 e 7,5 kW alta

Por que duas famílias? Por causa da corrente. Os painéis de célula de 210 mm precisam de um inversor que aceite corrente mais alta. A Growatt atende os painéis de corrente menor, e a Deye, os de corrente maior. Em cada potência, a plataforma tenta primeiro a Growatt e depois a Deye.

E a potência do inversor? É calculada pela plataforma, e não escolhida por marca: é o menor modelo do catálogo que tenha pelo menos 80% da potência dos painéis. A explicação completa está na página Metodologia.

No seu projeto, as marcas podem ser outras

As marcas da plataforma são uma base para o cálculo, e não uma recomendação de compra. Elas existem para a estimativa usar limites elétricos de equipamentos reais, parecidos com os que o mercado brasileiro usa.

Num projeto elétrico de verdade, o profissional escolhe os equipamentos para o seu caso: o seu telhado, o que tem disponível na sua região, o preço do momento e a experiência dele com cada fabricante. É provável que as marcas mudem, e isso é normal. Outros painéis e inversores podem servir tão bem quanto estes. O que importa é que o projeto final respeite os limites elétricos do conjunto escolhido.

Para comparar orçamentos, a medida mais útil é a potência total dos painéis (kWp). Ela pode mudar um pouco com a potência de cada painel, porque o número de painéis é arredondado para cima. A potência do inversor segue os degraus do catálogo (1,5; 2,0; 2,5 kW...), e outras marcas têm degraus um pouco diferentes.

Os preços: o estudo da Greener

O preço vem do Estudo Estratégico de Geração Distribuída da Greener, publicado em março de 2026, com os preços de janeiro de 2026.

Como a Greener chega a esses preços:

  • Preço do sistema instalado (equipamentos + instalação): é a média dos dados fornecidos por milhares de empresas instaladoras do país, numa pesquisa feita entre 12 e 31 de janeiro de 2026. Foram 9.669 respostas, e 6.590 delas foram validadas.
  • Preço do kit (só os equipamentos: painéis, inversor, estrutura, proteções e cabos): vem de um levantamento de preços com os distribuidores.
  • Serviço de instalação: é a diferença entre os dois preços acima.

Os preços médios de janeiro de 2026, por watt-pico (Wp):

Tamanho do sistema Sistema instalado Só o kit
2 kWp R$ 3,44/Wp R$ 1,68/Wp
4 kWp R$ 2,66/Wp R$ 1,42/Wp
8 kWp R$ 2,21/Wp R$ 1,26/Wp
12 kWp R$ 2,04/Wp R$ 1,21/Wp
30 kWp R$ 1,91/Wp R$ 1,12/Wp

Como a plataforma usa a tabela: para um tamanho que fica entre dois pontos, ela liga os dois por uma reta.

  • Exemplo: o sistema de Guaíra tem 3 kWp, que fica no meio do caminho entre 2 e 4 kWp. O preço fica no meio entre R$ 3,44 e R$ 2,66, ou seja, R$ 3,05 por Wp. Multiplicando por 3.000 Wp, dá R$ 9.150.
  • Abaixo de 2 kWp, que a pesquisa não cobre, o kit segue a mesma reta de 2 a 4 kWp, e a instalação fica fixa no valor de um sistema de 2 kWp: R$ 3.520.

Por que sistemas pequenos custam mais por Wp? Porque os equipamentos diminuem junto com o sistema, mas o trabalho de projetar, instalar e homologar quase não diminui.

O que isso quer dizer para você:

  • É um preço médio nacional. O seu orçamento pode ficar acima ou abaixo, conforme a região, o telhado, as marcas e a empresa. Por isso vale pedir orçamento a mais de uma empresa.
  • Os preços mudam. Em janeiro de 2026, um sistema residencial de 4 kWp estava cerca de 8% mais barato que um ano antes (Greener, 2026). A plataforma usa os preços de janeiro de 2026 até a tabela ser atualizada.
  • Quanto o preço pesa no resultado: num dos casos de validação (Campinas, 1,8 kWp), usar o preço de um sistema de 2 kWp em vez da reta mudaria o tempo de retorno de 67,6 para 63,5 meses.

Transparência: o estudo da Greener tem patrocínio de empresas do setor, listadas no próprio estudo. Nenhum dos quatro fabricantes do catálogo (Jinko, Trina, Growatt e Deye) está entre os patrocinadores.